domingo, 22 de outubro de 2017

Olhar Bicicloturista na ER 2017

Buenas Amigos!

Sei que estou devendo os relatos da Estrada Real, e confesso que o "diário de bordo" já está saindo do forno e com boas surpresas.

Este post é para divulgar o projeto Olhar Bicicloturista na ER, onde disponibilizo algumas fotos tiradas durante a viagem. Como pode ser visto no último projeto AQUI

Este ano poucas fotos estarão disponíveis para venda e com tiragem limitada de 5 cópias por foto e todo arrecadamento será destinado à uma Instituição que ainda será definido.

Escolha sua foto e faça parte deste projeto:
01 
02


03

04

05 
06


07

08

09

10

11

12

13

14

15

16

17

18A

18B 
18C


19
Para maiores informações entre em contato em bicicloturista@gmail.com ou Whatsapp 21 991188807.

Até a próxima!



quarta-feira, 21 de junho de 2017

Ciclotourismo 2017, e porque não...Estrada Real!?

Buenas Amigos,


Com este, já serão três anos que vocês acompanharão esta saga de realizar a Estrada Real. 

Sim, mais um ano! Como nos anos anteriores os envolvidos tiveram cada um seu problema, resolvemos adiar nosso ciclotour, pois ninguém conseguiu alinhar as férias este ano, mas faremos nossa viagem 'solo'. 

Os trechos planejados permanecem sendo o Caminho de Sabarabuçu e  o Caminho Novo, não necessariamente nesta ordem, mas vai acontecer.

O Marcos Miura já está com os Caminhos de Sabarabuçu e o Novo concluídos no alforge, realizando assim todas as 'pernas' da Estrada Real. 

Eu, se tudo correr como o esperado, realizarei esta empreitada em Agosto e de uma maneira diferente e com um propósito, assim a galera poderá ter um outro ponto de vista e de um 'sentido diferente'...entendeu?!

Vou começar a detalhar equipamentos e soltando nos posts subsequentes o planejamento que acho que terminei e, aos poucos, falando dos equipamentos que pretendo levar e o porque de cada um, caso ache necessário.

Vamo-que-vamo!

Até



Cannondale CAAD¹ H400 - Repatriada


Buenas Amigos!

Desta vez venho publicar a repatriação bem sucedida da minha querida Cannondale H400. Uma hibrida dos anos 90 que juntos fizemos minha primeira cicloviagem de dias, onde, cruzei a primeira fontreira interestadual onde fiz de Angra dos Reis (RJ) até Ubatuba (SP).

Foi com ela que passei a fazer altas quilometragens e a que me deixou viciado de vez nessa prática desportiva, seja lazer, cultural ou competitiva.

No Brasil, não encontrei outra, no mesmo modelo, além da minha. Pelo menos na internet pelos fóruns dos quais participo.

As imagens que vi, e coloco aqui, são de sites gringos, e, que em todos os reviews que li são de proprietários felizes com suas bikes. 

Pensada para locomoção urbana, ela topa qualquer parada...uma vez com pneus mistos com cravos, ela encara bem uma estrada de terra esburacada guardadas suas proporções. 


Quando equipada com um bagageiro, ela não se deixa intimidar por uma touring puro sangue em uma cicloviagem.

Quadro feito à mão, leve e confortável, trazia em sua linha de fabricação aros sun rims, mix de alivio e stx tornando a bike com uma mecânica extremamente confiável. 

Lembro quando a peguei pela primeira vez, após rodar algumas centenas de quilômetros, ela deu um pequeno problema no freehub e acabei montando um jogo de rodas novas com cubos Paralax e aros Vzan Team 700c, que infelizmente já está abrindo o bico, ou melhor, a folha do aro. Tenho utilizado para transporte diário no trajeto casa x trabalho e outros a fazeres pelo bairro onde moro, ou seja, está rodando bastante.

Já estou na busca de cubos antigos para que consiga colocar nos aros originais SunRims.

Felizmente a minha está 80% standard, e nem imagino quantos mil quilômetros ela já rodou em sua vida. Não consegui um selim Selle Itália da época, que além de muito confortável acho estiloso, por isso utilizo um outro modelo italiano de MTB também da década de 90.

Abaixo, deixo algumas Caad¹ H400 apenas para mostrar as cores diferentes desta ótima híbrida.

Até











sexta-feira, 5 de maio de 2017

Diversas formas de avaliar seu rendimento

Buenas amigos, 

Como sabemos, todos que treinam querem melhorar rendimento e as vezes, por que não, chegar entre os 30 melhores da corrida. Mas sempre queremos saber se todo esforço que fazemos durante o treinamento está dando ou dará os resultados que esperamos. 

O atleta, não importando seu nível, necessita testar constantemente a se há melhora ou não de sua condição física. Neste sentido, é a capacidade de rendimento que expressa a melhora gradual possível de cada indivíduo, que é influenciada por:
1- Fator Físico: Funcionais e anatômicos;
2- Fatores Psicológicos: Emocionais e mentais,e;
3- Fatores Externos: Positivo ou negativo

Então, se as variáveis que incidem no rendimento desportivo são numerosas, como faremos para controlar e/ou avaliar esta capacidade de rendimento? Para dirigir corretamente o processo de um treinamento desportivo tem que ser capaz de observar as modificações do estado funcional que determina, e que podem resultar de um longo período de treinamento (Temporada) ou de uma sessão de microciclo (Treino específico). Mediante os controles adequados podemos monitorar os efeitos de fadiga resultantes de uma sessão, em microciclo e um período. Também detectaremos a velocidade dos processos de recuperação de um sujeito. Apenas assim poderemos otimizar o processo de treinamento e eventualmente reestruturar e redesenhar a planilha de treino.

Atualmente, os treinadores têm em mãos diversos aparelhos, protocolos e formas de avaliar a evolução de seus atletas. Aqui destacarei as formas mais encontradas, desde mais complexos ao mais simples, destaco os seguintes:

1- Medidor de potência;
2- Medidor de lactato;
3- Frequencímetro, e;
4- Percepção subjetiva de esforço, rendimento e recuperação.

MEDIDOR DE POTÊNCIA

Tido como a "sensação do momento", o medidor de potência ganhou grande destaque há cerca de três anos, após atletas se destacarem nas principais corridas de ciclismo.  

A potência, que é medida/lida em WATTs é definida com a seguinte fórmula Potência=Força x Velociade.

No ciclismo, a força é a ação realizada pelo ciclista sobre o pedal e a velocidade é a cadência com que o atleta movimenta esse pedal. Logo, com uma cadência constante de 90rpm, por exemplo, se baixarmos a marcha a força aplicada sobre o pedal, esta se traduzirá diretamente em um aumento da potência e vice-versa.

Utilizamos o medidor para saber o valor de potência gerada por cada atleta e se ele consegue descarregar a mesma carga nas duas pernas, o que chamamos de bilateralidade.

O medidor é indicado a partir de ciclistas amadores que já se destacam em competições à atletas de ponta, visto seu custo x benefício. 


MEDIDOR DE LACTATO


Durante o exercicio sera gerado em maior ou menor grau de uma substancia chamada de lactato, proveniente do residuo da producão da energia necessária para a contração muscular. A presença de grandes quantidades de lactato acarreta antes ou depois, o declínio do rendimento do atleta.

No mercado existem medidores desta substancia, que por certo são de alto custo, como os reagentes necessários para avaliação e que poermitem avaliar durante o treinmento ou corrida os niveis de ácido lático na corrente sanguinea de um atleta.

Passando agora ao campo prático do assunto, se o treinador decidir realizar um teste de lactato será necessário saber:
- Para que o realiza: que objetivo se pretende alcançar, que dados quer obter
- Quando realizar; em qual etapa do planejamento será realizado
- A que pessoa: não será igual se realizar com o bike courrier x atleta em fase de pre-temporada
- O que fazer com os resultados: saber interpretar as informações que os testes mostrarem.

Por opinião pessoal, não considero esse teste válido para todos os tipos de atletas. Salvo os atletas de médio e alto rendimento, têm méritos para trazer resultados fidedignos.
Lembro que em minha época de atleta de alto rendimento (Judô), o corpo técnico realizava testes periódicos de lactato em, dois anos previstos do meu ciclo de competições. Concluindo, realizar este teste em atleta amador sem qualquer objetividade é perda de tempo e investimento.


Conheço muitos treinadores que, como compraram o aparelho para medir lactato, vendem aos seus atletas a necessidade de realizar testes de lactato (que por sinal, são de alto custos). Um atleta amador, talvez um pouco mal informado mas que confia em seu treinador é submetido a tais avaliações. Mas, como ele interpreta se seu treinador lhe dizer que teve apenas 7mmol de lactado? Desta informação surgem mais perguntas que respostas. Que tenha 7mmol..é bom ou ruim? posso melhorar esse número? necessito melhorar? como faço? quando será realizado novo teste? e etc... Creio que uma vez mais, como tantas outras, está se misturando tudo. Na minha opinião, nós treinadores devemos planejar o que devemos avaliar, porém é necessário que um fisiologista a realizar estes testes e ajudarmos na interpretação dos resukltados para que logo, nós treinadores, possamos planejar metodologias de treinamento para melhora.


FREQÊNCÍMETRO


Este é talvez a mais reconhecida e popular forma de controlar os treinamentos. Há Frequencímetros de infinitos tamanhos, formas, cores e preços, a prova dágua ou resistente à água, com limites de frequência cardíaca máximo e mínimo, com a função incorporada de zonas de treino e determinação das áreas de trabalho (que não outra coisa que os níveis de treinos aeróbio e anaeróbio), com o medidor de gasto calórico e até os mais complexos com GPS.

Sabendo interpretar os dados e conhecendo seus pontos fracos (por exemplo, que a frequencia é variável altamente sensível as situações cotidianas, como estresse, alimentação e até mesmo as horas de sono ou descanso),considero que que o monitor de freqüência cardíaca é a ferramenta mais acessível para monitorar o desempenho.

No entanto, a chave está, mais uma vez, em saber interpretar os dados. Aqui, um exemplo prático de um Atleta:

a) Em uma segunda-feira ele realiza 10 tiros alternados de 2km em 3m45s com dois minutos de intervalo e 155 batidas em média.

b) Quatro semanas após volta a realizar os tiros 10 tiros alternados de 2km em 3m10s com dois minutos de intervalo e 168 batimentos de média. O que todos poderíamos dizer é que nosso atleta melhorou. No entanto, isso seria analisar apenas a variável tempo e avançaríamos no processo de adaptação.

Podemos defato considerar que este atleta obteve melhora em seu rendimento quando:

c) realizar os tiros 10 tiros alternados de 2km em 3m10s com dois minutos de intervalo e 155 batimentos de média. 

Ou seja, quando você consegue aumentar a intensidade mantendo as FC média.

PERCEPÇÃO SUBJETIVA DE ESFORÇO

Se preferir, esta ferramenta mais rudimentar, porém, de grande valia. Se trada de escutar o atleta, de perguntar-lhe de como se sente, de estar atento às suas respostas e o tom e modo de expressá-las.

Vejo em meus alunos que todos utilizam o Frequencímetro, porém, nem todos têm utilizado para aferir seus batimentos durante o treino. Algums preferem 'sentir' o corpo, ou apenas não gostam de estar 'presos' aos números de batimentos, utilizando o aparelho apenas para aferir distâncias e tempo.

Claro que edstes, alguns são alunos mais experientes, e que sabem exatamete a resposta que o corpo dá em cada momento do treino, pois seria impossível tal forma de treinar sem ter adquirido este conhecimento. Por outro lado, outros são alunos que estão iniciando a planílha, onde, o que importa mais é o volume de treino e não a intensidade.

Sempre no final de cada treino, todos os alunos, independente de monitorarem a FC ou não, me passam um feedback sobre a sensação de treino do dia, suas dificuldades e níveis de cansaço.

Enfim, todos os meios de avaliação de rendimento descritos acima, são válidos sempre e quando saibamos:
- Com quem utilizar;
- Como utilizar;
- Para que iremos utilizar, e;
- Quando usar.

E, o mais im portante de tudo, é saber interpretar os dados de cada aluno. senão apenas estaremos acumulando dados nos espaços de memória por nada!

Em breve voltarei para falar mais sobre o Lactato.


Bibliografía
- Treinamento do Ciclista, Chris Carmichael.
- O Treinamento Despostivo, de Vladimir Platonov.
- Teoria e aplicação ao condicionamento e desempenho, Scott Powers