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sábado, 7 de janeiro de 2012

Retrospectiva 2011

Acredito que este seja o melhor momento para fazer um comentário retrospectivo do que foi 2011.

No primeiro pedal de 2011, Janeiro, após algum tempo de recesso, acompanhei o Ronaldo na subida do Alto, subimos e Ronaldo preguntou se queria ir até a Pedra Bonita, aceitei, mas as câimbras e o joelho se fizeram presentes... 


Fevereiro fiz um pedal memorável e conheci pessoas incríveis como o Horácio da ViaPedal, no passeio até o Pontal.

Março, como já havia planejado a próxima cicloviagem, tinha a necessidade de ficar mais tempo sobre a bike, e decidi pedalar mais, e comecei a contactar através de fóruns e listas pessoas que tivessem o mesmo interesse que eu.

Contactei alguns amigos do Pedal.com e consegui alguns convites de pedaladas. Como foi o mês de Carnaval, o embarque com a bike no metrô foi totalmente vetado o que obrigou Ronaldo a desmontar a bike para encontrar comigo na Pavuna, ele estava de viagem e decidi acompanhá-lo até Eng. Pedreira... dia muito chuvoso por sinal.
Também conheci Valeriano, que faríamos um pedal com Leo Palermo e Medina (amigos do Pedal.com) mas fomos impedidos de embarcar por conta do Obama... ficamos tão decepcionados que decidimos abortar o pedal mas o pouco que pedalamos deu para conferir identificações pela bike e viagens. Mais um amigo!

Com minha necessidade pessoal, fiz um pedal até Tinguá (nesse dia era expectativa de chuva)
Abril, férias sinônimo de cicloviagem, e estava bem fisicamente e psicologicamente decidi participar de um evento que nunca havia participado, uma competição de MTB, mas fui na categoria Cicloturismo junto com o mais recente biker R. Lacerda. Como bom cicloturista, sempre empunhava a digital e registrava os momentos... acabei que sendo fornecedor de imagens para a galera que participou.
A viagem, não rolou por um bom motivo, mas vai rolar!

Maio e Junho foram meses que passei por adaptações e sem pedal, e como queria voltar logo, nada melhor do que os amigos para darem uma forcinha. Começamos a programar pedais quinzenais, eu estava interessado em todos e sempre rolava com pessoas novas.

Julho, Foram na sequência:
Sumaré
Praias de Niterói, onde conheci o Cléber e Vinícius
e Petrópolis (estrada velha) com Valeriano e Marcello
e fechando o mês de Julho, Fortaleza Sta. Cruz, e mais pessoas ao grupo
Setembro foi marcado pela inatividade de Agosto, que no primeiro pedal quase fiquei pelas tabelas, Serra do Vulcão
e logo corri atrás do preparo físico 
E o longo Espraiado
E já me preparava para a cicloviagem que desde o início do ano pensava em fazer, mas agora teria pessoas para acompanhar.
Novembro, Cicloviagem Caminho da Luz
E assim foi meu ano de 2011.

Até

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Caminho da Luz (Bike Luz) - 1º dia (Tombos-Catuné)

Nossa trip por começar, 3 bikes (Rodrigo, Valeriano e Eu), acordamos tarde, ou após um mísero descanso por conta do horário que chegamos em Tombos 7hs da manhã. Sim, passamos a noite na estrada... mas essa é outro 'causo'.
Alegria de poder viajar de bike

Levantamos as 11hs e começamos a rever equipamentos e volume de bagagem, os planos e saímos para tomar o café... que pela hora o mais coerente foi almoçar.

Prontos para partir
Almoçamos e tomamos rumo ao marco zero da 'expedição', na cachoeira da Usina Hidrelétrica de Tombos.
2hs da tarde 40 graus
Chegamos, fotografamos e sentimos a emoção de está iniciando de fato nossa jornada.
essa foto serviu de consulta durante toda a viagem... ainda bem que fiz o registro. 
Cachoeira de Tombos
No caminho de Catuné sob o sol castigante
Nossa intenção seria chegar em Pedra Dourada, onde descansaríamos depois das intermináveis subidas previstas. 

Mas o cansaço, o sol e a falta de um local para refrescar nos minou toda a resistência... e pra ficar melhor, tive um probleminha na coroa do meio, que não sei o que aconteceu para que entortasse daquele jeito. então fiquei apenas com a coroa grande e com a pequenina que por se tratar de uma subida, não fez falta alguma.

Padalava serra acima, parava, hidratava e empurrava... não necessariamente nesta ordem, mas foi assim que chegamos em Catuné as 18h e por ali decidimos pernoitar.
A última subida até Catuné
De cara, a dona da pensão oficial disse que não nos daria hospedagem por não estarmos fazendo o 'pacotão' do caminho, mas como tinha que ver a coroa entortada, procuramos um mecânico, não esperaria encontrar grande coisa, mas algo que apenas desse um jeitinho no problema.

Assim conhecemos o Rogério e sua família e a casa estava em festa, seu filho Leonardo estava aniversariando naquele dia e Ronaldo encostava o fusquinha com um imenso bolo que ajudamos a 'sacar' do bravo veículo.
Bolo no lugar e uma foto dos ajudantes
Conserto feito, e o cara não deu o preço do serviço, e melhor, nos ajudou a encontrar uma casa pra dormir e ainda nos convidou à retornar a festa.

Dona Lourdes foi nossa 'mãe' em Catuné, ajudou até a lavar nossas roupas...
...contava casos da cidade e de sua vida, e assim foi até a hora de sairmos para jantar e ir à festa do Leo, é claro!
Leo encantado com nossos presentes
A Família e os carrinhos como enfeite no bolo (rs)
Nossa emoção de estar fazendo parte disso, NÃO TEM PREÇO!

Essa família humilde, porém amável, nos fez pensar no que é realmente necessário ter para ser feliz (?). Ao saber que já estávamos acomodados com a Dna. Lourdes, o Rogério disse que já havia conversado com sua esposa decidido a nos deixar dormir na casa deles, e que as portas estavam abertas se desejássemos. (Mito de que não conseguiria abrigo se desfazendo cada vez mais.)

O jantar, logo que chegamos em Catuné, paramos em uma padaria onde conversamos muito com os proprietários e descobrimos que serviam comida. Já deixamos reservado nosso lugar à mesa.
Dona Maria Helena
vamos atacar os torresmos, macarronada e cia.
Depois de tanta fartura e muita prosa, fomos caminhar para desgastar um pouco e encontramos o Sr. Juarez ou 'Jacó' como é tratado no lugar, simpático e alegre, fomos (Rodrigo, Jacó e Eu) fechar a noite com algumas cervejinhas enquanto Valeriano se recolheu mais cedo.

Saldo do dia:
Distância: 28km
Tempo: 5h37min
TrackLog Bryton:

Bike Luz, no estilo alternativo

Há um certo tempo que tomara o conhecimento deste caminho, o Caminho da Luz. 

No meu caso, seria uma proposta mais viável se comparada à Estrada Real, tanto por preparação física, pela proximidade da minha cidade quanto a disponibilidade de um apoio oficial, que leva suas 'tralhas de viagem'. Assim que visualizei que o evento acontecia utilizando quatro dias rapidamente me imaginei aproveitando um feriado prolongado, e assim começaram os planos: ir sozinho, o que levar, bike mais mtb ou a híbrida velha de viagem? A ideia amadureceu e com ela o interesse de alguns amigos. 

Entrei em contato com a operadora para pagar as taxas e me sentir confortável, pois teoricamente não carregaria peso, não precisaria procurar hospedagem e curtiria mais as 'trilhas'. Infelizmente o 'castelinho de areia' se desfez, a operadora mandou os valores e o que teríamos de direito... fora a hospedagem garantida, nada mais e com a desculpa de não ser 'vantajoso' dar apoio a um pequeno grupo. 

Certo do que queria, decidi que faria ou faríamos (sim no plural já que teria mais dois companheiros) o caminho com nosso próprio esforço e conta, como nos post´s a seguir. 

Até