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quarta-feira, 7 de agosto de 2013

QUARTO DIA - Conceição do Mato Dentro x Morro do Pilar (descanso ativo)

Esse dia começou meio cinza, com aparência de chuva o que me deixou meio cabreiro, confesso, mas mesmo assim juntamos as tralhas nos alforges e saímos para o hotel onde Adriana estava hospedada para tomarmos café. No caminho, decidimos abastecer e aproveitei pra dar uma passada no banco para rever umas contas.
Saída da Pousada
Chegamos no café, Adriana já se encontrava pronta e aparentemente disposta a continuar, mas durante o café ela confirmou sua vontade de acabar com a viagem alí, seguindo para BH encontrar seu primo, dar uma geral na bike e nos encontrar em Ouro Preto.

Visto sua decisão final, terminamos o café e nos dirigimos, Miura e eu para o ponto inicial do dia (Igreja da Matriz) e Adriana para a Rodoviária. Ainda tivemos a oportunidade de ver Adriana na Rodoviária embalando sua bike para poder embarcar. Boa Viagem a todos nós então!

Pegamos um curto techo de asfalto, porém subindo, até chegarmos em uma plaquinha que nos desviaria para uma estrada de terra que corta a Serra do Cipó.
Pela esquerda, por favor!
Como sempre a Estrada Real nos presenteou com magníficas paisagens e enquanto pedalava, sentia um cansaço que vinha se acumulando, talvez pelo esforço ou do tempo sobre a bike nos dias anteriores, mas fazia valer o passeio do dia registrando os lugares que passávamos.
Kona Fire Mountain Deluxe, companheira pra todo tipo de passeio
Miura pensando "..vô num vô!"
Nunca mais passarei por aqui...
Sobe forte para descer enfiado!
Caminho certo
Quase chegando
Paramos para fazer um lanche e enfim disse que estava sentindo o desgaste acumulado e que poderíamos transformar esse dia em um descanso ativo, uma vez que não rendíamos como o esperado. 

Dei a sugestão de ficarmos em Morro do Pilar, se encontrássemos pouso, e descansar bem e seguir mais forte a partir do dia seguinte. Sem muita expressão Miura olhou sério (pensei que ele fosse dizer..."parar porra nenhuma...") e disse: vamos parar sim, também estou pregadão!

Continuamos o pedal até que chegamos no restaurante em Morro do Pilar, onde nos fartamos e fomos procurar uma pousada.
Como em toda cidade que havia movimentação de mineradoras, a maioria das pousadas estavam fechadas com as empresas e não havia vaga, salvo uma. Pousada SOS do Tião (figuraça), que prefere dar pouso aos viajantes do que se comprometer com as empresas.

Assim como nós, o casal fantasma do RJ que ficaria em Morro do Pilar, havia feito reserva...

Nos acomodamos, lavamos roupa e deitamos para descansar. Algumas horas depois, chegou um casal, qua NÃO era do RJ, era o Mido (Mildão) e sua companheira, do Sul.

A noite caiu, saímos para jantar e comprar umas cervejas para descontrair. Conhecemos alguns amigos do Tião, e ficamos ouvindo os contos dessa turma animada...
Tomando conta
Cachaça Premium da pousada
Uma provinha apenas.
Fecha a conta!
Antes mesmo do jogo do Galo, fomos dormir pra fechar o descanso!

Até

Dados Garmin

domingo, 28 de julho de 2013

TERCEIRO.DIA - Itapanhoacanga x Santo Antonio do Norte (Tapera) x Córregos x Conceição do Mato Dentro




Assim como seriam todas as manhãs, acordamos arrumamos os alforjes e partimos para o café, vez ou outra, alguns ajustes nas bikes eram necessários e pronto!

Pousada do Bil, ajustes das bikes
Com um cansaço acumulado agravado pelo longo período de pedal do dia anterior, sair da pousada foi puxado. Abastecemos os cantis (termo de quem é velho) e lentamente, fui buscando casar a bunda no selim a cada metro do novo dia de pedal.
Saída de Itapanhoacanga
Assim, logo no primeiro quilômetro fomos presenteados com fortes subidas. Lentamente fomos ganhando terreno
Lá está Itapanhoacanga
Pela altimetria, seriam duas fortes subidas, mas não tínhamos noção do quanto e enquanto a verdade não aparecia, o negócio foi se contentar com  o que tinha.
sobe desce para descontrair um pouco
Sobe muito, desce pouco...sobe mais ainda e soube mais um pouco e assim foi...
sempre se conseguia ver para onde iria e por onde passaria
e fim do primeiro cume...
Solitário, pensava..paro e espero? sigo até o destino?? Mas sempre ficava admirando o visual até alguém chegar.
Um sapo que se escondia debaixo de uma pedra...vê?


Com a turma agrupada novamente, vamos seguir adiante, sentido ao segundo cume


Venci a segunda!
Kona com pneus CST Chicope, um trator
Miura, igualmente maravilhado com o visual
Deste ponto, o plano seria descer até Tapera, três sequências de descidas insanas

Descidas que fizeram o freio traseiro da Caloi 20 29er da Adriana desregular e começar a fazer um barulho de ferro contra ferro.

Paramos para ver o que era e confesso e a fome e cansaço não me deixaram ver que o pivô tinha saído do lugar e estava pegando diretamente no disco. Apenas havia visto que uma peça estava solta dentro do conjunto e decidimos retirar o disco e continuar a viagem apenas com o freio dianteiro.
Igreja em Tapera
Fizemos uma parada estratégica em Tapera para almoço, mais um lugar onde comemos muito bem, na Pousada da Dna. Maria, à direita da Padaria do Tapera (da placa na foto acima). 

Comida mineira, sempre vale um repeteco
Após almoço e um rápido descanso, recobramos a consciência e fomos resolver a situação do freio da Adriana, que já pensava em tomar um ônibus para voltar pra casa. Felizmente, o Preto observou e viu o real problema, que automaticamente nos deu uma luz e conseguimos realizar um reparo que nos deixasse seguir viagem.

Partimos sentido Córregos deixando os paulistas em Tapera, o que seria a última vez que os víamos. Chegamos em Córregos por volta das 16h, cansados procurando lugar para dormir. Só havia uma pousada e com os quartos reservados, 3 para um grupo de paulistas e um para um casal carioca (?). 

Assim, o único jeito seria continuar até Conceição do Mato a Dentro, que seriam menos de 25km. 

Adriana, demonstrava sinal de muito desgaste físico, Miura cairia sob qualquer lugar coberto eu também já estava quase jogando a toalha, mas mesmo assim injetei o plano de chegarmos lá mesmo que pela noite.

Curiosamente, foi o fim de tarde mais bonito de toda a viagem, na minha opinião, com boa luz para fotos a estrada era tranquila, vários animais (além de nós), registrei várias fotos e vídeos. Em determinado momento, para puxar a todos, imprimi um ritmo mais forte e me empolguei, mas logo fui alcançado. 
Novas subidas vieram, não tão duras como as do início do dia, mas nosso cansaço era bem aparente. 
Nossa média caiu de forma monstruosa e com ela a noite. Assim foi, Segundo Ciclotour Night Biker por estrada de terra até chegar no asfalto, movimentado de tanto carro de mineradoras, que deixava apenas 15km para cumprir até Conceição de Mato Dentro.

Combinação perfeita para os amigos de 29ers, asfalto e um falso plano em declive. Rapidamente me jogaram na frente do pelote por não ter lanternas traseiras e giramos muito até chegarmos na cidade.
Esse dia teve um ar de superação
Cidade tomada de funcionários de mineradoras, hotéis e pousadas lotados, até que encontramos uma pousada, fora dos padrões financeiros encontrados nos dias anteriores, mas valeu muito a pena pagar mais caro!

Mais uma vez, tratamos de jantar, tomamos uma cerveja para comemorar o feito de quase colocar o cronograma em dia, parabenizamos Adriana, pois vimos a superação em pessoa. Ela mudou muito no trecho de 30km, onde ela parecia que não iria conseguir e no final chegou com uma certa segurança de poder pedalar mais alguns se fosse preciso.

Devido a grande procura, não ficamos no mesmo hotel. Adriana ficou no hotel onde funciona o restaurante e nós fomo para uma outra unidade, algumas quadras mas acima.

Durante o jantar, Adriana decidiu que não nos acompanharia pelo problema mecânico e por estar mito cansada. Essa decisão nos deixou surpreso, ainda mais depois da demonstração que ela nos tinha dado.

Mesmo assim, decidimos aguardar até a manhã seguinte se seria realmente a decisão final dela.

Até

Dados Garmin