Mostrando postagens com marcador CRUZÍLIA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador CRUZÍLIA. Mostrar todas as postagens

domingo, 2 de novembro de 2014

Estrada Real 2014 - Dia 10 - Cruzilia x Pouso Alto

Segunda, 18 de Agosto
Primeiro furo
Na noite anterior, fomos dormir com o tempo dando sinais de que iria chover e muito... realmente choveu, mas não como parecia.

O dia amanheceu com um sol e um céu de brigadeiro e uma temperatura em torno de 16ºC

O dia seria relativamente bem fácil de toda a viagem, altimetria favorável e com quase 70km a percorrer.

Após o café fomos até a garagem buscar as magrelas, onde fizeram seu repouso e de cara vejo que tenho o primeiro furo de pneu da viagem.  Bom, como era de se esperar, troquei a câmara e arrumei as bagagens. 

Saimos um pouco tarde, mas com fome de pedal, sempre repassando a meta do dia e possíveis ponto de abastecimento. Onde seria o trecho mais difícil e o que teríamos pela frente. De qualquer forma, as máquinas sempre prontas para os devidos registros.
Não ficamos nessa, que pena!
Me deixe por aqui
Este dia de pedal ficou marcado como o local que gostaria de morar, Achei a cidadezinha de Baependi  muito legal, e certamente, com um potencial incrível para o MTB
Pequena amostragem do que digo
Continuamos nossa jornada rumo à Caxambu, confesso que criei uma expectativa, pois queria conhecer esta cidade e mais alguns quilômetros adiante ela se mostrava... apenas mais uma cidade. Desejei sair logo dali e voltar para a estrada de chão que é o lugar das MTB´s
arquitetura de Caxambu
Continuamos viagem por uma aprazível estradinha de terra, bem rural que intermediava outros vilarejos, por por sinal despejam seus lixos em qualquer local.
Propriedades menores e com o mesmo requinte, lindas
De Caxambu à São Lourenço, a altimetria é bem favorável, salvo pelos 8km antes de São Lourenço. A altimetria se mostrou totalmente as avessas ao que se mostrara até o momento. Subidas curtas e com gradiente de inclinação alto em sequência foi levando o resto de energia que existia, perto da hora do almoço...cruel.
Miura, soca a bota!!!
E quanto mais próximo de São Lourenço mais as subidas castigavam. Na última, lembro de parar muito e tentar empurrar, mas a melhor escolha foi forçar o pedal na trilha mais técnica que já havia passado até ali. 
Logo chegamos em outra grande cidade do roteiro do dia, São Lourenço, onde almoçamos, bebemos aquele refrigerante famoso, bem geladinho e tomamos um sorvetinho, para acalmar.
Após o farto almoço na esquina da pracinha principal, tratamos de botar as rodinhas na estrada. Caçamos a saída da cidade e logo chegamos na rodovia principal que dá acesso à cidade. 
Mais uma cidade deixada para trás, e seguimos os quilômetros seguintes olhando para as nuvens a nossa frente. Por vários dias, acompanhávamos os noticiários que davam indício de chuvas, sempre nas cidades por onde passamos. O mais próximo  que tínhamos chegado de chuva, foi na cidade do último pernoite, mas...

Nuvens nos cercaram e felizmente não pegamos uma chuva concreta... apenas uns espasmos de gotas, locais onde ela deixara indícios de sua passagem pelos escoamentos de seu produto final nas estradas vermelhas.

Chegamos em Pouso Alto as 17h, pontualmente como um funcionário deixa o expediente de trabalho. Buscamos uma pousada para nossa higiene e demais serviços diários.
Pousada confortável e quase vazia. Fui até uma padoca prum café e partimos imediatamente para o jantar em uma parada de ônibus...comida farta!

Depois foi jiboiar no quarto até que o sono levasse minha consciência.

Até!

Dados GPS AQUI
Distância:68,86 km
Tempo:7:27:35
Veloc. Média:9,2 km/h
Ganho de elevação:1.230 m
Calorias:2.566 C
Temperatura Méd.:25,9 °C

Todas as fotos AQUI







domingo, 19 de outubro de 2014

Estrada Real 2014 - Dia 09 - Carrancas x Cruzilia

Domingo, dia 17 de Agosto.
Dormi tranquilamente com as cortinas abertas e bem cedo fui despertado pelos primeiros raios de sol de uma linda manhã que se iniciava... que nada! A Igreja Matriz danava de soar um sino a cada 30 minutos, e um toque mais vigoroso a cada hora cheia. 

Dormi bem, graças às cervejas, ao jantar pesado e claro, ao confortável quarto do caríssimo hotel que muda seu valor a cada troca de turno...

Animado e descansado, fui batendo na portinha do Miura para que pudéssemos adiantar nossa saída. Ele, com cara de assustado me diz "Ué, mas já? combinamos hora X...". 

Realmente, esqueci da hora e antecipei tudo. 

Tomamos o belo e farto café (vantagem de se pagar caro na hospedagem), arrumamos as coisas e abastecemos de água...eu com meu camelback com 3l e uma caramanhola de 700ml, pois prefiro chegar com água sobrando do que  faltar água no meio do caminho.

Buscando o sinal do GPS, tomei uma carreira de um cachorro só pra aquecer e partimos,e , pelo menos eu com uma impressão péssima da cidade.
Miura curtindo a estrada
O lindo céu azul era um prenúncio de muito sol sem muita sombra e ponto de abastecimento, mesmo sendo uma quilometragem relativamente baixa e com altimetria tranquila o constante sobe e desce e a falta de ponto de abastecimento passou a ser uma constante preocupação.

Tendo em mente de acabar com o pedal antes que a diversão virasse penitência, decidimos em girar promovendo uma média mais alta, meso com o risco de que em algum momento sentiríamos um cansaço, mas , chegando mais cedo ao destino o descanso sempre é maior.
Poucos momentos de sombra
Dentre tantas fazendas famosas do caminho, passamos pela Centenária Fazenda Traituba, onde, segundo historiadores, a Fazenda, do Senhor João Pedro Junqueira seu primeiro proprietário, teve sua origem entre os anos de 1825 e 1831 e serviria para hospedar D. Pedro I, que sequer tomou conhecimento do local. Reza a lenda que esta fazenda é o real berço da raça Mangalarga Marchador.
A Majestosa e colossal estrutura da Fazenda Traituba  vista ao longe
Miura, quase sem água e empolgado com as histórias cerca desta Majestosa fazenda acelerou e decepcionou ao constatar que não havia nada de comércio ou venda sob tanta história... pior, a fazenda agora é um grande frigorífico. 
Fazenda agora Matadouro
Após a desolação pela falta da estrutura local, seguimos um tanto quanto apreensivos pela falta de apoio para abastecimento de água. uma fonte sequer para abastecer, nada...secura total.

O ritmo caiu e o Miura, com apenas duas garrafinhas poupava suas forças, mas claro, já havia disponibilizado minha água pois sempre abasteço ao máximo.

Entre paisagens e estrada, seguimos e seguidos por olhares dos animais do caminho
Um carcará que nos acompanhou algumas centenas de metros
Miura já começava a sentir câimbras, provavelmente provocado pela desidratação,  quando passamos por uma fazenda onde um caseiro domava um cavalo. Passei cumprimentei e segui. Estava no meu ritmo, quando ouvi um chamado ao longe, era o Miura que parou junto ao homem, que generosamente cedeu água ao cicloviajante, que matou 4L de água.

Durante a prosa, ouvimos vários causos de caminhantes e cicloviajantes que traçam sua rota achando que existe algum ponto de apoio em Traituba e acaba tendo que percorrer 30km a mais para chegar na cidade (seja qual lado for) pois se encontra exatamente entre Carrancas e Cruzília.

Agradecemos ao Sr. Valdeir pela generosidade, e esperamos que tenha recursos para montar sua pousada, e partimos rumo ao destino.
Miura e a personificação da generosidade mineira
Pedalamos por um bom tempo em silêncio, e quando resolvemos falar o assunto foi o mesmo "Como o IR não coloca esse dado no site?" e logo lembramos dos caminhantes...mas, cada um no seu vício.

Paisagem variava o tempo todo assim como as fazendas e suas culturas,
árvores de aspecto sinistro
estrada com mudança de terreno entre pedras, cascalhos, areias; estradões em falso plano logo nos revelava ao longe o suposto caminho a seguir. Os GPS´s sempre nos confirmando o caminho e os marcos nos chancelavam a quilometragem passada e futura
Topo no top
Do nada, questionei que a altimetria estava variando muito, um sobe e desce muito constante, subidas curtas e puxadinhas, outras mais longas e altas. Nada que assustasse mas ao ponto de chamar a atenção, o estranho foi consultar a altimetria acumulada e a mesma estar dentro da normalidade para a quilometragem rodada.

Mesmo com o aparelho marcando e me mostrando metro a metro eu seguia desconfiado, até descobrir que estávamos no Circuito das Montanhas Mágicas da Serra da Mantiqueira e para quem curte este tipo de turismo ou queira saber mais clique aqui.
a explicação 
Após de muito girar chegamos numa rodovia com uma descida de uns 5km. Logo chegamos em Cruzília, considerada a cidade da raça mangalarga marchador e do queijo minas.

O Centro estava recebendo um evento de motocross e ficamos hospedados num hotel bem em frente à praça e a Igreja Matriz...xiiii!

Banho e partimos para comer alguma coisa. Lanchamos lindamente em uma padaria que tinha de tudo um pouco e a noite jantamos em uma outra pousada um belo bife de picanha com arroz, farofa e fritas...ah, uma cerveja para comemorar o dia sofrido e a chegada na metade da nossa empreitada.

Vamos que vamos!!

Até

Dados do GPS AQUI
Fotos Aqui