quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Passeio de Feriado 20 Janeiro. Vem comigo!


Após uma serie de fatores que me impediram de pedalar do jeito que gostaria, tanto em frequência quanto em distância/dificuldade, aproveitei o feriado pada fazer testes do novo jogo de rodas, minhas capacidades (física/psicológica) de premanência na bike.

A princípio, o roteiro seria de SJ. de Meriti à Miguel Pereira (~55km) passando pela Reserva de Tinguá, que tempos atrás era permitido esse tipo de feito mediante uma autorização...mas agora é impossível fazer, pena!

Outra alternativa seria fazer o roteiro que os amigos fizeram dia 10/01 (http://www.pedal.com.br/forum/topic16023_post248054.html), mas sem a pretensão de seguir os mesmos caminhos desses guerreiros!

Bom, o destino seria Maricá e como certamente passaria por diversas paisagens, aproveitaria também para colocar em prova a melhor utilização da digital... chega de usar somente o default da câmera!

Não procurei me levar ao limite, pois sei perfeitamente das minhas condições e da vida desregrada que venho levando... (vários eventos. ehehehe) mas coloquei no trajeto algumas subidas, terrenos acidentados e areiões batidos e belas paisagens, como se segue:
Caramanholas:água e caldo de maltodrextina



Partida Pça XV


Novos sapatos completos:Cubos Paralax+ Aros Vzan Flyer+Pneus 700x38c

Sempre testando a digital com os novos conhecimentos:
Começam as subidas

Queria ver a média e... esqueci de 'startar' o sportstracker!!! (segundo Miura até aqui 12~13km)

Lembrando, o ciclo está desligado... utilizado apenas para ver horas e temperatura.
Descendo para reg. Oceânica (Vel. 73km/h)... altas curvas.

Alto Moirão: Começo do martírio! aqui percebí a ligação do amigo Miura que também estava pedalando

Padala, pára e alonga... espasmos cada vez mais forte querendo se promover a cãibras

Nem queria sair mais nas fotos, a cara não estava das melhores... mas falta pouco, depois desta curva

Enfim!

Dá pre ver pra onde vou, lá onde o céu encontra o chão (assim falou meu filho)! rs

Itaipuaçu

De onde vim

Abastecendo

Vegetação típica 

Mais abastecimento! Ponto de encontro dos Jipeiros


Deste ponto até Maricá, quase deserto.

Depois das dores

Restinga à dentro

Um companheiro ao longe
E vamos pedalar e registrar as imagens

Vista da lagoa, estou chegando
Asfalto... ô felicidade, mas tá quente demais!!!



Hora de lanchar


Sentido rodoviária, finalizando o passeio
Fim!! Busão com ar condicionado... apaguei só acordei na rodoviária de Nikiti.


Totais:
KM: 72,56km pedalados (com os 12km que o Miura me ajudou a estimar)
tempo: 6:40min
Média: 11km
Máx.: 73km
Fotos: 250
5 litros de água
750ml de 'caldo' de maltodrexina.

Gastos:
6 garrafas de água: 12,00
lanche+cerva: 5,00
Passagens: 13,00

Saber que o equipamento está bom e poder mostrar aos amigos não tem preço!

Clique
aqui para ver mais fotos

domingo, 3 de janeiro de 2010

ùltimo pedal de 2009


Vendo, lá no Pedal, um post de um camarada que fez um passeio bem light até a Barra, pensei em organizar a turma para nos conhecermos e pedalar nesse entre  festas, uma pedalada suave e assim foi.

Dia 27/12/2009
Atrás do embarque de cargas do Aeroporto Santod Dumont
E foi chegando a turma:
Completo: 
Então vamos pedalar:
 
 
Urca


Mirante do Leblon
 
Lagoa
Aterro
 
Praça XV - Os remanescentes
 

Total percorrido 40km brincando

Até a próxima!


segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Híbrida - mais uma bike em casa

Vou explicar mais ou menos como é uma híbrida (Quadro e relação de MTB  e rodas de Speed).

Na lacuna que se localiza exatamente entre bikes SPEED e MTB, há uma alternativa que reune qualidades das duas bikes. As bikes híbridas conseguem em sua configuração, um excelente desempenho sobre o asfalto e boas condições rodagem no chão batido. 


No asfalto, bikes speed levam vantagem brutal sobre as mtb, porém é praticamente impossível pedalar em estradas de chão batido com bikes do tipo speed. Eis que se adaptam muito bem as híbridas... e que fique claro que uma bike híbrida a que me refiro utiliza roda de 700 com pneus de maior largura e menor calibragem que as tradicionais speed. A busca por uma bike ideal tem trazido muitos ciclistas amadores para este tipo de configuração, bikes cujos pneus tem medida em 700 x 35 ou maiores (700 x 38; 700 x 42, dentre outras medidas). De forma geral, pneus de híbridas tem um desenho especial, nunca sendo lisos. 

Dias atrás vi uma bike com guidão reto e pneus 700 x 25, e o proprietário dizia ser uma hibrida. Na verdade, existem versões de speed com guiadores retos. Para ser uma hibrida, acredito que a bike deva possuir muito conforto, e este só a bike de aro 700 com medida largura acima de 30 pode oferecer. Uma calibragem dos pneus com menos de 80 PSI se traduz num pneu mais confortável que absorve as pequenas deformidades do solo. Já bikes com mais de 100 PSI são duras, principalmente modelos construídos em alumínio e com garfo rígido (quase a totalidade). 

As bikes nomeadas por hibridas tem sido inseridas no mercado com particularidades de acordo com o fabricante, mas todas elas possuem guidãos mais altos que o selim, e aros 700 com medidas largas e calibragem menor que 90 PSI. O fato é que a bike híbrida veio para preencher um vazio no ciclismo e suas relacionadas práticas, bike de excelente desempenho, grande conforto e sensação singular de agilidade com este conforto. Abaixo um modelo da Trek com perfil de bike Híbrida, uma Urban bike da marca.
Na Europa, as híbrias são muito utilizadas simplesmente pelo fato de se conseguir manter uma média de velocidade relativamente alta e com menor esforço se comparado com uma MTB de 26".
Outra vertente da híbrida, é a touring, muito utilizada para o cicloturismo e está virando moda também aqui no Brasil pela sua versatilidade de se peladar longos trechos, seja por asfalto ou estrada de terra batida.

No fim de Novembro, ganhei uma bike híbrida do meu colega que ao saber que estava pedalando feito um louco (pra alguns) ele perguntou o quanto que eu andava, daí falei justamente sobre, bem como está descrito aqui bo blog, de alguns passeios e viagens que já fiz com a bike.
Surpreso, ele elogiou meus feitos... logo pensei - mais um pra me chamar de maluco... e disse para dar uma passada na casa dele que ele queria me dar um singelo presente de Natal antecipado... Fui, pois ele havia insistido muito, chegando lá, ele me veio com um pado de pedaladas e me mostrou duas bikes, uma de trilha e outra de viagem, as duas dele e ele me mandou escolher uma, já sabendo qual seria minha escolha:
 
H400
 
F200

Uma Cannondale H400 feita à mão made in USA... Pirei o cabeção, ainda mais com os alforges e tudo:
 
 
 

E realmente como ele falou, precisava apenas uma geral: Pneus novos, lubrificação e revisão dos cubos coda!
Troquei os freios por v-brakes e os passadores rapidfire!
Toda original, assim deixarei a Volare apenas para passeios e essa será oficial de viagens.
Entrará em fase de testes.

Até

quinta-feira, 16 de julho de 2009

DICA DE CAMPING - FOGAREIRO DE LATINHA

FOGAREIRO A ÁLCOOL
Paulo Toschi Netto (junho/2008)
 
Construa em casa um fogareiro a álcool utilizando latas de refrigerante ou de cerveja. O interessante deste projeto é que ele pode ser feito mesmo durante uma viagem se, por exemplo, seu fogareiro oficial quebrou.
Ferramentas
- tesoura
- martelo
- faca pequena de ponta afiada
- alicate pequeno
- prego pequeno com ponta afiada
- pedaço de lixa
- régua – ou fita métrica
- compasso, ou moeda 10 centavos (p/ riscar um circulo).


  Material Utilizado 3 latas de alumínio
 
1- Iniciar fazendo os furos no fundo da lata, distante 0,5 cm um do outro. 2 - Colocar a moeda no fundo da lata e riscar um circulo.
 
3 - Furar o centro. 4 - Com a faquinha cortar em cruz o círculo à partir do furo.
 
5 - Recortar à partir da base, para formar uma abertura quase circular, e uma boa grade para prender o tubo central. 6 - Riscar a lata com 5,5 cm medindo do topo acima dos furos.
 
7 - Cortar bem alinhado. 8 - Fazer dois cortes até a borda mais dura, tirando um filete obliquo pequeno.
 
9 - Corte para facilitar o encaixe 10 - Bater com o cabo da tesoura na quina para um encaixe perfeito do fundo.
 
11 - Corte uma lâmina de 4,5 cm do que sobrou da primeira lata. 12 - Faça um tubo na medida do orifício da primeira peça e que encaixe bem nas garras,
 
13 - Para prender o tubo use fitas finas retiradas da lata, ou arame fino e macio. Faça quatro furos triangulares pequenos dispostos em cruz (este tubo é o segredo do bom funcionamento do fogareiro, capriche). 14 - Encaixe o tubo com a parte lisa na grade, e com a parte furada para receber o fundo da lata
 
15 - Corte outra lata com 6,5 cm medindo da parte alta do fundo. 16 - encaixe as duas partes com cuidado
 
17 - Pressione até o tubo ficar firme e bem assentado no fundo. 18 - Corte o excesso da lata com a tesoura.
 
19 - Dê acabamento com a lixa e está pronto seu fogareiro. 20 - Faça o abafador (que serve para apagar o fogo) cortando o fundo de uma lata e deixando uma parte para dobrar e servir de cabo.
Use álcool automotivo, é o que tenho usado sempre é bom e barato, para abastecer o fogareiro o nível máximo é pouco acima do meio do tubo, dá para cozinhar mais ou menos 30 minutos. Tenha cuidado de proteger o fogareiro ao guardá-lo nos alforjes para não amassá-lo. Uma informação importante: depois de aceso demora 3 ou 4 minutos para o fogo sair pelos orifícios, daí em diante a chama fica azul e forte. Use protegido do vento para um ótimo aproveitamento. Nos meus acampamentos cozinho arroz em 15 minutos, café em 12 minutos. Etc....

Obs. Nunca esqueça que está lidando com produto altamente inflamável, pratique toda prevenção no manuseio do mesmo.



Paulo Toschi Netto - 54 anos, representante comercial, amante da natureza, aderiu ao cicloturismo aos 50 anos de idade. toschinetto@hotmail.com

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Por que pedalo? Leia meu texto com base nos estudos


Além dos efeitos fisiológicos oferecidos pela prática de ciclismo, tema já abordado por este blog (Efeitos fisiológicos da prática de ciclismo), os benefícios psicológicos também aparecem com a devida importância.
 
A vida tem se tornado cada vez mais complexa e urgente. Todos temos pressa! Somos a cada dia mais e mais exigidos pelas circunstâncias. As exigências vêm de todos os lados. Desemprego, inflação, violência, poluição adicionam ainda mais estresse ao nosso dia-a-dia, afetando a nossa saúde mental e o bem-estar psicológico, e não é de hoje que muitas pessoas tentam compensar estes momentos com alguma atividade que lhes traga prazer e as faça esquecer por algum momento das aflições do dia-a-dia e dentre essas atividades estão os exercícios físicos. As pessoas descobriram que a prática esportiva, praticada preferencialmente em caráter não-competitivo, proporciona, além de um bom condicionamento físico, relaxamento mental, oferecendo ao praticante momentos de total desligamento dos problemas diários.
Segundo Werneck (2006) há demonstrações de que sessões agudas de atividade física promovem uma melhoria nos estado de humor, com a diminuição da tensão, ansiedade, depressão e raiva e aumentos no vigor, que podem durar horas após os exercícios.

Weinberg & Gould (2001) afirmam que pesquisas mais recentes indicaram que a atividade aeróbica de alta intensidade não é absolutamente necessária para produzir benefícios e que atividades como exercícios de peso ou resistência, ioga e outros anaeróbios tem produzido efeitos positivos sobre o bem-estar psicológico. Entretanto, “o exercício aeróbio parece potencializar esses efeitos positivos sobre o humor e sobre o estado psicológico...”

Um fenômeno bastante divulgado é o chamado “barato do corredor” (runner’s high), que ocorre quando o exercício vigoroso leva a pessoa a produzir endorfinas, que são liberadas durante exercícios longos e contínuos, com intensidade entre moderada e alta como a natação, a corrida e o ciclismo, causando uma sensação de bem-estar. Todas as evidências sugerem uma relação positiva entre exercícios e bem-estar psicológico. De acordo com Weinberg & Gould (2001) várias hipóteses, tanto psicológicas quanto fisiológicas, foram propostas para explicar como o exercício funciona para aumentar o bem-estar e “é provável que mudanças positivas no bem-estar psicológico sejam devidas a interação de mecanismos fisiológicos e psicológicos”, pois “a saúde deixou de ser considerada uma condição meramente física e passou a ser concebida como uma interação de aspectos físicos, psicológicos e sociais.” (WERNECK, 2006).

Os pesquisadores propõem mecanismos psicológicos e fisiológicos como responsáveis pelos efeitos positivos do exercício sobre o bem-estar psicológico.

Explicações fisiológicas
O aumento no fluxo sanguíneo cerebral, mudanças nos neurotransmissores cerebrais como a norepinefrina, endorfinas e serotonina, aumentos no consumo máximo de oxigênio e liberação de oxigênio para os tecidos cerebrais e redução na tensão muscular.
Explicações psicológicas
Ao esquecer os problemas cotidianos, sensação aumentada de controle, sentimento de competência, interações sociais positivas e melhora no autoconceito e na autoestima.
Agora meus amigos, que tal deixar os problemas esvaírem numa boa pedalada?
Um abraço.



FONTES E REFERÊNCIAS

WEINBERG, Robert S.; GOULD, Daniel. Exercício e bem-estar psicológico, in: Fundamentos da psicologia do esporte e do exercício. São Paulo: Artmed, 2ª ed., 2001.

WERNECK, Francisco Zacaron et al. Efeitos do exercício físico sobre os estados de humor: uma revisão. Revista Brasileira de Psicologia do Esporte e do Exercício, vol. 22-54, 2006. Disponível em http://www.eef.ufmg.br/sobrape/Artigo2_final.pdf. Data: 23/04/2009.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Mais Up´s - Visão Cicloturísticas

Depois de perceber minha 'vocação' para o cicloturismo, comecei a planilhar minhas pedaladas... que fossem 3, 60 ou 200km, tava lá no Excell colocando os dados, utilizando o G. Earth para traçar o roteiro feito ver as possibilidades de aumentar gradativamente esses trechos.


Sempre acompanhando as viagens da turma do fórum do Pedal, mas dessa vez acompanhava os tópicos da turma de cicloturismo e touring.

Sempre planejando viagens mas nunca sabendo quando poderia executá-las, decidi estruturar  melhor meus equipamentos como barraca de camping, saco de dormir (mas vou ultilizar meu colchão inflável mesmo) e uma coisa que não tinha em minha viagem para Ilha Grande... ALFORGES.


Decidido a comprar esse tipo de equipamento, fui em busca do que mais me agradava... não procurava uma casa ambulante, mas também não poderia ser uma coisa tão pequena ao ponto de não caber minhas coisas com folga e sobrar um espaçozinho que fosse.


Procurei vários produtos nacionais, alguns bons outros ótimos mas o preço no mercado nacional nem se compara ao preço praticado lá fora!


Encontrei uma loja do Canadá/EUA que entragavam diretamente no Brasil, então comprei os dois equipamentos:

Alforjes:





De um lado pegou muito bem o colchão inflável, detalhe que é de casal, conforto total para depois de um dia de pedal intenso!


E de quebra, uma coisa muito útil:

Bolsa de Guidão:


Muito utilizada por mim, para se ter uma idéia de sua capacidade, um dia pedalando pessei por uma feira e acabei comprando dos embalados de morangos, daquelas caixinhas transparestes com tampa comummente vistas no hortifruti. mais minha carteira, celular, chaves e máquina digital.

Bom, me impressionei com os preços, total $ 42.00 + $12.00 de frete = R$ 94,50 + 60% imposto R$ 151,20. Comprando apenas o alforge, lugar mais barato e mesma capacidade cúbica, aqui no Brasil pela Internet sairia R$299,90 (promoção) + R$55,00 de frete e a bolsa de guidão R$ 125,00 (aproveitaria o mesmo frete).



Fotos da bike equipada, testada e aprovada.


Peso total dos alforges e bolsa de guidon 15kg, mas com todo o equipamento estimo no máximo 23kg.



Preparados?