terça-feira, 5 de maio de 2020

Hora da viagem

Petrópolis x Secretário (Fagundes)



Primeiro dia de viagem e com o frio na barriga, acordei mais tarde esperando a chuva de inverno passar. Um dia, frio e chuvoso de Agosto e mesmo assim decidi sair para a rodoviária tomar o ônibus para Petrópolis, local onde realmente iniciaria minha viagem. 

Na subida da serra sentido a Petrópolis já dava pra ver o que o clima me reservava fora do coletivo.

Na rodoviária de Petrópolis, um vento frio cortante e uma chuva fina e constante dava um aviso que não seria fácil o inicio da empreitada. Confesso que pensei em adiar, mas de qualquer forma teria que pedalar 7km até o Centro para encontrar uma pousada, se fosse esse o caso. Sendo assim, vesti o corta-vento e saí...que comecem os jogos!
Ah, faziam míseros 8°C com sensação de 6°C.

Catedral, Ponto de Partida

Diante da Catedral de São Pedro, ponto de partida deste trecho, fiz a foto inaugural e tratei logo de dar continuidade à viagem. Passei por diversos locais que já havia passado em 2015 com o Tiko “Vulgo Thiago” em nossa viagem pelas serras Cariocas.

Mini museu local com acervo de algumas famílias
Não demorou até chegar no bairro Cascatinha, onde tem  uma antiga estação de trem que mantém um belo acervo de memórias do local e seus membros importantes. Parei mais pelo marco, pois nem tinha percebido que ali havia tal conteúdo. Aproveitei que a chuva apertou parei e dediquei alguns minutos de prosa com a senhora que estava guardando o local.

Papo bom, cafezinho idem, porém precisamos continuar. Despedi da senhora, atenciosa por demais e segui viagem rumo a Pedro do Rio sob a insistente chuva que voltara a cair fina.

Pedal rendendo, passei por Itaipava, e no castelinho, adentrei na BR040. Com o sol ganhando forças, decidi parar para almoçar. Após almoço continuei o trajeto, que até o momento, se mostrava com altimetria bem amigável... mas aí que recebi o cartão de  visita da ER, uma subida curta e forte num asfalto que parecia segurar os pneus 2.25 da Elite 30.

Vencida a subida, já percebia a mudança de ambiente que saía de uma cidade turística para zona mais interiorana. Na estrada de Secretário, tive minha primeira confusão entre dados de GPS, planilha da ER e Marco, este que não existia onde deveria estar. Como nada batia com nada, decidi seguir o que o GPS ordenava, pegando o que seria um improvável caminho calçado com pedras disformes como pé de moleque e subindo, de pedras passou a ser saibro e logo pensei, isso sim é a ER. Mais 5km a diante, o marco me confirmava que o caminho estava correto.

Secretário? Chegamos

Minha ideia inicial seria acampar neste primeiro dia de viagem em Secretário, Encontrei o lugar a beira do lago e infelizmente estava fechado e por motivos de força maior, continuará fechado por tempo indeterminado, pelo que informava no facebook do Lagoar.
Local de acampamento, primeira frustraçao com o camping fechado
Já que não teria como acampar, busquei uma pousada logo mais a frente. Impressionante, mas o preço era impraticável para um pernoite, mas quem tiver condições, o local se chama Terracota.

O sol dava indícios que não demoraria a se pôr, incrível como o clima mudou no período da tarde, ou seria pelo fato de subir mais ainda a serra?
café para dar uma luz


Sem desespero, desacelerei e parei num posto para tomar um café e 5 minutos de papo, a menina do café me indicou duas alternativas, uma pousada que é um haras, como nome japonês e a hospedagem do Sávio, em Fagundes, que aluga os espaços para day use, que são 3 piscinas, 3 campos e 3 churrasqueiras. E de tempos pra cá, por ter alguns quartos como kitnetes, ele passou a alugar para pernoite. Fica bem no caminho na ER, ou seja, não necessita sair do caminho.

Os quartos são extremamente confortáveis e amplos, pode entrar com a bike sem problema. Chuveiro é bem quente, faço essa pontuação pelo fato da temperatura ter caído muito a noite. Pontos contra, fica distante de qualquer comércio como restaurante, padaria ou farmácia. Esqueci comentar que fica a 5km de distancia do centro de Secretário e segundo ponto negativo, não serve café da manhã. Mas esses dois pontos negativos não são tão ruins assim pelo fato de que o Sávio se predispõe a levar em seu carro até o centrinho para jantar, comprar suprimentos para seu café da manhã. Se for o caso, ele até te leva para tomar o café da manhã no dia seguinte.
Vista do quarto

Como informei, Sávio me levou até o mercadinho onde comprei uma maravilhosa pizza no forno a lenha e comprei suprimentos para meu café da manhã.
De volta " pousada, comemos a pizza, tomando a cerveja que o Sávio me ofereceu com um bom bate-papo.

Mal acabei a pizza o sono caiu matando. Fui para o quarto e realizei o que seria minha rotina diária: arrumar as coisas nos alforjes.

Uma observação: o fato de não ter conseguido acampar, que me deixou muito chateado num primeiro momento, acabou sendo bom. A noite, a temperatura caiu demais e não conseguiria passar bem. Meu saco de dormir é para 15°C de conforto.



continua...






domingo, 29 de setembro de 2019

Estrada Real - Caminho Novo - Dados Gerais

Próximo desafio
Vou retomar as postagens e refazer as memórias de conforme ocorrido. 

Ainda hoje, em pleno 2019, consigo lembrar muito bem os acontecimentos. Vamos recordar e informar, como sempre, um detalhamento breve pré-viagem: O Caminho Novo é o mais jovem da Estrada Real. Sua criação começou a ser definida em 1698, mas foi entre 1722 e 1725 que a rota estava finalmente definida. Repleto de atrativos turísticos, ele guarda dezenas de vestígios da época mineradora, um verdadeiro convite para o viajante. Aberto para ser alternativa mais rápida e fácil ao Caminho Velho, o Caminho Novo guarda para os turistas uma série de elementos da época das bandeiras e das primeiras explorações do território. São túneis, chafarizes e fazendas, hoje transformadas em confortáveis meios de hospedagem, que resgatam construções e costumes dos séculos 18 e 19.     

Os 515 km do Caminho Novo são divididos em 18 planilhas, onde cada um dos trechos reserva ao viajante possibilidades de turismo que aliam atrativos naturais e culturais: um prato cheio para aguçar a criatividade de quem viaja por conta própria!     

Dos 515 quilômetros, 32% estão asfaltados (166 km), e 5% são trilhas (25 km). Os outros 63% são de estrada de terra (324 km)     




  • Ouro Preto – Lavras Novas = 17 km de trilha
  • Lavras Novas – Chapada = 5 km de trilha
  • Itatiaia – Ouro Branco = 5 km de asfalto 
  • Ouro Branco – Conselheiro Lafaiete = 7 km de asfalto 
  • Barbacena – Antônio Carlos = 8 km de asfalto 
  • Santos Dumont – Ewbank da Câmara = 3 km de trilha
  • Ewbank da Câmara – Matias Barbosa = 25 km de asfalto 
  • Matias Barbosa – Simão Pereira – Monte Serrat = 24 km de asfalto 
  • Secretário – Pedro do Rio – Petrópolis = 34 km de asfalto 
  • Petrópolis – Porto Estrela = 31 km de calçamento e asfalto
Importante: não deixe de ficar atento na planilha no trecho entre Ewbank da Câmara a Juiz de Fora, pois devido a uma porteira fechada por cadeado, a planilha está indicando outro caminho. Bem como aos campos de observações das planilhas, principalmente nos trechos de trilha, onde ele terá informações do estado da trilha e a possibilidade de fazê-la, como por exemplo, se tem como percorrê-la com alforje, além de informações de como é possível evitá-las.     

Nos trechos de asfalto, principalmente quando chega ao estado do Rio de Janeiro, muita atenção, pois na maioria das rodovias não há acostamento.

Para quem vai percorrer no sentido Ouro Preto – Porto Estrela terá a altimetria a seu favor, pois ela sai de 1.200 metros para o nível do mar. Mesmo assim o percurso todo oscila com subidas curtas e longas, num total de 223 km, sendo as mais marcantes entre Secretário e Petrópolis.  Boa parte dos percursos tem opções com áreas sombreadas.     



Para quem vai percorrer no sentido Porto Estrela – Ouro Preto terá a altimetria como inimigo, pois ela sai do nível do mar para 1.200 metros em Ouro Preto. Mesmo assim o percurso todo oscila com subidas curtas e longas, num total de 238 km. Guardem esta informação importante!

Até

Intimudadora Altimetria

domingo, 22 de outubro de 2017

Olhar Bicicloturista na ER 2017

Buenas Amigos!

Sei que estou devendo os relatos da Estrada Real, e confesso que o "diário de bordo" já está saindo do forno e com boas surpresas.

Este post é para divulgar o projeto Olhar Bicicloturista na ER, onde disponibilizo algumas fotos tiradas durante a viagem. Como pode ser visto no último projeto AQUI

Este ano poucas fotos estarão disponíveis para venda e com tiragem limitada de 5 cópias por foto e todo arrecadamento será destinado à uma Instituição que ainda será definido.

Escolha sua foto e faça parte deste projeto:
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Para maiores informações entre em contato em bicicloturista@gmail.com ou Whatsapp 21 991188807.

Até a próxima!



quarta-feira, 21 de junho de 2017

Ciclotourismo 2017, e porque não...Estrada Real!?

Buenas Amigos,


Com este, já serão três anos que vocês acompanharão esta saga de realizar a Estrada Real. 

Sim, mais um ano! Como nos anos anteriores os envolvidos tiveram cada um seu problema, resolvemos adiar nosso ciclotour, pois ninguém conseguiu alinhar as férias este ano, mas faremos nossa viagem 'solo'. 

Os trechos planejados permanecem sendo o Caminho de Sabarabuçu e  o Caminho Novo, não necessariamente nesta ordem, mas vai acontecer.

O Marcos Miura já está com os Caminhos de Sabarabuçu e o Novo concluídos no alforge, realizando assim todas as 'pernas' da Estrada Real. 

Eu, se tudo correr como o esperado, realizarei esta empreitada em Agosto e de uma maneira diferente e com um propósito, assim a galera poderá ter um outro ponto de vista e de um 'sentido diferente'...entendeu?!

Vou começar a detalhar equipamentos e soltando nos posts subsequentes o planejamento que acho que terminei e, aos poucos, falando dos equipamentos que pretendo levar e o porque de cada um, caso ache necessário.

Vamo-que-vamo!

Até



Cannondale CAAD¹ H400 - Repatriada


Buenas Amigos!

Desta vez venho publicar a repatriação bem sucedida da minha querida Cannondale H400. Uma hibrida dos anos 90 que juntos fizemos minha primeira cicloviagem de dias, onde, cruzei a primeira fontreira interestadual onde fiz de Angra dos Reis (RJ) até Ubatuba (SP).

Foi com ela que passei a fazer altas quilometragens e a que me deixou viciado de vez nessa prática desportiva, seja lazer, cultural ou competitiva.

No Brasil, não encontrei outra, no mesmo modelo, além da minha. Pelo menos na internet pelos fóruns dos quais participo.

As imagens que vi, e coloco aqui, são de sites gringos, e, que em todos os reviews que li são de proprietários felizes com suas bikes. 

Pensada para locomoção urbana, ela topa qualquer parada...uma vez com pneus mistos com cravos, ela encara bem uma estrada de terra esburacada guardadas suas proporções. 


Quando equipada com um bagageiro, ela não se deixa intimidar por uma touring puro sangue em uma cicloviagem.

Quadro feito à mão, leve e confortável, trazia em sua linha de fabricação aros sun rims, mix de alivio e stx tornando a bike com uma mecânica extremamente confiável. 

Lembro quando a peguei pela primeira vez, após rodar algumas centenas de quilômetros, ela deu um pequeno problema no freehub e acabei montando um jogo de rodas novas com cubos Paralax e aros Vzan Team 700c, que infelizmente já está abrindo o bico, ou melhor, a folha do aro. Tenho utilizado para transporte diário no trajeto casa x trabalho e outros a fazeres pelo bairro onde moro, ou seja, está rodando bastante.

Já estou na busca de cubos antigos para que consiga colocar nos aros originais SunRims.

Felizmente a minha está 80% standard, e nem imagino quantos mil quilômetros ela já rodou em sua vida. Não consegui um selim Selle Itália da época, que além de muito confortável acho estiloso, por isso utilizo um outro modelo italiano de MTB também da década de 90.

Abaixo, deixo algumas Caad¹ H400 apenas para mostrar as cores diferentes desta ótima híbrida.

Até











sexta-feira, 5 de maio de 2017

Diversas formas de avaliar seu rendimento

Buenas amigos, 

Como sabemos, todos que treinam querem melhorar rendimento e as vezes, por que não, chegar entre os 30 melhores da corrida. Mas sempre queremos saber se todo esforço que fazemos durante o treinamento está dando ou dará os resultados que esperamos. 

O atleta, não importando seu nível, necessita testar constantemente a se há melhora ou não de sua condição física. Neste sentido, é a capacidade de rendimento que expressa a melhora gradual possível de cada indivíduo, que é influenciada por:
1- Fator Físico: Funcionais e anatômicos;
2- Fatores Psicológicos: Emocionais e mentais,e;
3- Fatores Externos: Positivo ou negativo

Então, se as variáveis que incidem no rendimento desportivo são numerosas, como faremos para controlar e/ou avaliar esta capacidade de rendimento? Para dirigir corretamente o processo de um treinamento desportivo tem que ser capaz de observar as modificações do estado funcional que determina, e que podem resultar de um longo período de treinamento (Temporada) ou de uma sessão de microciclo (Treino específico). Mediante os controles adequados podemos monitorar os efeitos de fadiga resultantes de uma sessão, em microciclo e um período. Também detectaremos a velocidade dos processos de recuperação de um sujeito. Apenas assim poderemos otimizar o processo de treinamento e eventualmente reestruturar e redesenhar a planilha de treino.

Atualmente, os treinadores têm em mãos diversos aparelhos, protocolos e formas de avaliar a evolução de seus atletas. Aqui destacarei as formas mais encontradas, desde mais complexos ao mais simples, destaco os seguintes:

1- Medidor de potência;
2- Medidor de lactato;
3- Frequencímetro, e;
4- Percepção subjetiva de esforço, rendimento e recuperação.

MEDIDOR DE POTÊNCIA

Tido como a "sensação do momento", o medidor de potência ganhou grande destaque há cerca de três anos, após atletas se destacarem nas principais corridas de ciclismo.  

A potência, que é medida/lida em WATTs é definida com a seguinte fórmula Potência=Força x Velociade.

No ciclismo, a força é a ação realizada pelo ciclista sobre o pedal e a velocidade é a cadência com que o atleta movimenta esse pedal. Logo, com uma cadência constante de 90rpm, por exemplo, se baixarmos a marcha a força aplicada sobre o pedal, esta se traduzirá diretamente em um aumento da potência e vice-versa.

Utilizamos o medidor para saber o valor de potência gerada por cada atleta e se ele consegue descarregar a mesma carga nas duas pernas, o que chamamos de bilateralidade.

O medidor é indicado a partir de ciclistas amadores que já se destacam em competições à atletas de ponta, visto seu custo x benefício. 


MEDIDOR DE LACTATO


Durante o exercicio sera gerado em maior ou menor grau de uma substancia chamada de lactato, proveniente do residuo da producão da energia necessária para a contração muscular. A presença de grandes quantidades de lactato acarreta antes ou depois, o declínio do rendimento do atleta.

No mercado existem medidores desta substancia, que por certo são de alto custo, como os reagentes necessários para avaliação e que poermitem avaliar durante o treinmento ou corrida os niveis de ácido lático na corrente sanguinea de um atleta.

Passando agora ao campo prático do assunto, se o treinador decidir realizar um teste de lactato será necessário saber:
- Para que o realiza: que objetivo se pretende alcançar, que dados quer obter
- Quando realizar; em qual etapa do planejamento será realizado
- A que pessoa: não será igual se realizar com o bike courrier x atleta em fase de pre-temporada
- O que fazer com os resultados: saber interpretar as informações que os testes mostrarem.

Por opinião pessoal, não considero esse teste válido para todos os tipos de atletas. Salvo os atletas de médio e alto rendimento, têm méritos para trazer resultados fidedignos.
Lembro que em minha época de atleta de alto rendimento (Judô), o corpo técnico realizava testes periódicos de lactato em, dois anos previstos do meu ciclo de competições. Concluindo, realizar este teste em atleta amador sem qualquer objetividade é perda de tempo e investimento.


Conheço muitos treinadores que, como compraram o aparelho para medir lactato, vendem aos seus atletas a necessidade de realizar testes de lactato (que por sinal, são de alto custos). Um atleta amador, talvez um pouco mal informado mas que confia em seu treinador é submetido a tais avaliações. Mas, como ele interpreta se seu treinador lhe dizer que teve apenas 7mmol de lactado? Desta informação surgem mais perguntas que respostas. Que tenha 7mmol..é bom ou ruim? posso melhorar esse número? necessito melhorar? como faço? quando será realizado novo teste? e etc... Creio que uma vez mais, como tantas outras, está se misturando tudo. Na minha opinião, nós treinadores devemos planejar o que devemos avaliar, porém é necessário que um fisiologista a realizar estes testes e ajudarmos na interpretação dos resukltados para que logo, nós treinadores, possamos planejar metodologias de treinamento para melhora.


FREQÊNCÍMETRO


Este é talvez a mais reconhecida e popular forma de controlar os treinamentos. Há Frequencímetros de infinitos tamanhos, formas, cores e preços, a prova dágua ou resistente à água, com limites de frequência cardíaca máximo e mínimo, com a função incorporada de zonas de treino e determinação das áreas de trabalho (que não outra coisa que os níveis de treinos aeróbio e anaeróbio), com o medidor de gasto calórico e até os mais complexos com GPS.

Sabendo interpretar os dados e conhecendo seus pontos fracos (por exemplo, que a frequencia é variável altamente sensível as situações cotidianas, como estresse, alimentação e até mesmo as horas de sono ou descanso),considero que que o monitor de freqüência cardíaca é a ferramenta mais acessível para monitorar o desempenho.

No entanto, a chave está, mais uma vez, em saber interpretar os dados. Aqui, um exemplo prático de um Atleta:

a) Em uma segunda-feira ele realiza 10 tiros alternados de 2km em 3m45s com dois minutos de intervalo e 155 batidas em média.

b) Quatro semanas após volta a realizar os tiros 10 tiros alternados de 2km em 3m10s com dois minutos de intervalo e 168 batimentos de média. O que todos poderíamos dizer é que nosso atleta melhorou. No entanto, isso seria analisar apenas a variável tempo e avançaríamos no processo de adaptação.

Podemos defato considerar que este atleta obteve melhora em seu rendimento quando:

c) realizar os tiros 10 tiros alternados de 2km em 3m10s com dois minutos de intervalo e 155 batimentos de média. 

Ou seja, quando você consegue aumentar a intensidade mantendo as FC média.

PERCEPÇÃO SUBJETIVA DE ESFORÇO

Se preferir, esta ferramenta mais rudimentar, porém, de grande valia. Se trada de escutar o atleta, de perguntar-lhe de como se sente, de estar atento às suas respostas e o tom e modo de expressá-las.

Vejo em meus alunos que todos utilizam o Frequencímetro, porém, nem todos têm utilizado para aferir seus batimentos durante o treino. Algums preferem 'sentir' o corpo, ou apenas não gostam de estar 'presos' aos números de batimentos, utilizando o aparelho apenas para aferir distâncias e tempo.

Claro que edstes, alguns são alunos mais experientes, e que sabem exatamete a resposta que o corpo dá em cada momento do treino, pois seria impossível tal forma de treinar sem ter adquirido este conhecimento. Por outro lado, outros são alunos que estão iniciando a planílha, onde, o que importa mais é o volume de treino e não a intensidade.

Sempre no final de cada treino, todos os alunos, independente de monitorarem a FC ou não, me passam um feedback sobre a sensação de treino do dia, suas dificuldades e níveis de cansaço.

Enfim, todos os meios de avaliação de rendimento descritos acima, são válidos sempre e quando saibamos:
- Com quem utilizar;
- Como utilizar;
- Para que iremos utilizar, e;
- Quando usar.

E, o mais im portante de tudo, é saber interpretar os dados de cada aluno. senão apenas estaremos acumulando dados nos espaços de memória por nada!

Em breve voltarei para falar mais sobre o Lactato.


Bibliografía
- Treinamento do Ciclista, Chris Carmichael.
- O Treinamento Despostivo, de Vladimir Platonov.
- Teoria e aplicação ao condicionamento e desempenho, Scott Powers